Ereto em meio ao breu quase imune à sua trêmula luz amarelada, o poste enferruja com as horas. Também o fazem as dobradiças do portão velho, a fivela da coleira arrebentada pelo cão que fugiu em busca de dias melhores; o latão de tinta jogado no terreno baldio; o coração amargo da prostituta que dorme no hotel do outro lado da rua.
O hotel não enferruja, range.
São 3:48 da manhã; o cheiro forte de cigarros no meu quarto me sufoca.

0 comments:
Post a Comment